A infertilidade feminina pode ter diferentes causas, variando desde condições estruturais até alterações hormonais e imunológicas.
Investigar de forma completa é essencial para definir o tratamento mais adequado e aumentar as chances de sucesso.
Principais causas
1. Endometriose
Doença caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio (revestimento interno do útero) em locais fora da cavidade uterina. Pode causar dor intensa, alterações menstruais e dificultar a fertilidade.
Adenomiose
Ocorre quando o tecido endometrial invade a musculatura do útero, provocando aumento do volume uterino e cólicas intensas.
Endometrioma
Cisto no ovário formado pelo acúmulo de tecido endometrial, que pode comprometer a reserva ovariana e a função reprodutiva.
2. Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)
Distúrbio hormonal que afeta a ovulação e está frequentemente associado a ciclos menstruais irregulares, excesso de hormônios androgênicos e presença de múltiplos pequenos folículos nos ovários.
A SOP pode impactar a fertilidade ao dificultar ou impedir a liberação regular de óvulos.
3. Alterações uterinas
Mudanças na anatomia do útero podem interferir na implantação embrionária ou aumentar o risco de abortamentos.
Mioma uterino
Tumor benigno da musculatura uterina, que pode distorcer a cavidade e dificultar a gestação.
Pólipo endometrial
Crescimento benigno do tecido que reveste o útero, interferindo na implantação.
Malformação mulleriana
Alterações congênitas na formação do útero, como útero septado ou bicorno, que podem comprometer a gestação.
4. Aborto de repetição
Caracteriza-se por duas ou mais perdas gestacionais consecutivas. Pode ter diferentes causas, incluindo alterações anatômicas, genéticas, hormonais ou imunológicas, e requer investigação criteriosa.
5. Baixa reserva de óvulos
Refere-se à redução na quantidade e qualidade dos óvulos disponíveis para ovulação.
Idade avançada
Após os 35 anos, a fertilidade feminina tende a diminuir de forma mais acentuada.
Menopausa precoce
Esgotamento da função ovariana antes dos 40 anos, muitas vezes por causas genéticas, autoimunes ou idiopáticas.
6. Fatores tubários
Alterações nas trompas de Falópio que impedem o encontro entre óvulo e espermatozoide.
Obstrução tubária
Bloqueio total ou parcial da trompa.
Hidrossalpinge
Acúmulo de líquido nas trompas, que pode prejudicar a implantação embrionária.
Laqueadura tubária
Procedimento cirúrgico para esterilização feminina, que impede a passagem do óvulo.
7. Doenças genéticas
Alterações cromossômicas ou genéticas podem interferir na fertilidade feminina ou aumentar o risco de abortamento.
Síndrome de Turner
Condição genética em que a mulher possui apenas um cromossomo X ou parte dele.
Síndrome do X Frágil
Mutação genética que pode causar falência ovariana precoce.
Translocações cromossômicas
Trocas de segmentos entre cromossomos, interferindo na formação embrionária.
Mosaicismo
Presença de duas ou mais linhagens celulares diferentes no mesmo organismo, podendo afetar a função ovariana.
8. Fatores imunológicos
Reações inadequadas do sistema imunológico podem dificultar a implantação ou a manutenção da gestação.
Células NK (Natural Killer)
Em excesso ou hiperativas, podem atacar o embrião.
Síndrome Antifosfolípide (SAF)
Condição autoimune que aumenta o risco de coagulação e perda gestacional.
Doenças autoimunes
Como lúpus e tireoidites, que podem interferir na fertilidade.
9. Alterações hormonais
Desequilíbrios hormonais podem afetar a ovulação e o preparo adequado do endométrio. Entre eles:
Disfunções da tireoide
Hipo ou hipertireoidismo.
Amenorreia primária
Ausência de menstruação até os 15-16 anos de idade.
Alterações nos hormônios sexuais
Alterações nos hormônios sexuais, como estrogênio e progesterona.
10. Infecções sexualmente transmissíveis (IST)
Infecções como clamídia e alterações detectadas no exame preventivo podem comprometer a função reprodutiva, principalmente ao causar inflamações e danos nas trompas de Falópio.
11. Doença Inflamatória Pélvica (DIPA)
Infecção que afeta útero, trompas e ovários, geralmente decorrente de ISTs não tratadas adequadamente. Pode causar dor pélvica crônica, obstrução tubária e infertilidade.
12. Infertilidade sem causa aparente (ISCA)
Quando todos os exames estão normais e, ainda assim, a gestação não ocorre, classificamos como infertilidade sem causa aparente.
Esse diagnóstico exige experiência clínica para definir a melhor estratégia de tratamento, mesmo sem uma causa claramente identificada.
Mais do que exames: um cuidado completo
No Instituto ParaSer, a investigação da infertilidade feminina inclui exames laboratoriais, de imagem e, quando necessário, genéticos e imunológicos, sempre integrada a um acompanhamento multidisciplinar.
Além da atenção médica, oferecemos suporte psicológico, cuidando também do bem-estar emocional durante todo o processo.
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